João Salaviza e Karlon na segunda Sessão Dupla

ALTAScidadesOSSADAS1.jpg

O realizador João Salaviza e o rapper Karlon Krioulo são as figuras em destaque na Sessão Dupla, iniciativa com a qual o Shortcutz Guimarães assinala a chegada do Verão e a pausa nas suas sessões competitivas. “Altas Cidades de Ossadas”, dirigido pelo primeiro e protagonizado pelo segundo, é o filme convidado desta sessão especial, a que se segue um concerto de Karlon, em estreia em Guimarães, no terraço da sede do Cineclube de Guimarães.

Depois do Urso de Ouro, em 2012, com “Rafa”, João Salaviza regressou ao Festival de Berlim no ano passado para apresentar “Altas Cidades de Ossadas”. A curta-metragem é protagonizada por Karlon, co-autor do argumento do filme com o próprio realizador.

O rapper nascido no bairro da Pedreira dos Húngaros, em Lisboa, interpreta um jovem rapper que está paranóico e farto da vida na cidade. Fugiu do bairro onde foi realojado e, entre noites de vigília, um febril calor tropical, canas-de-açúcar e um rumor, não parou de cantar.

O filme abre (22h00) a Sessão Dupla do Shortcutz Guimarães, no próximo dia 6 de Julho, na sala de projecção da sede do Cineclube de Guimarães, onde acontecem as sessões regulares deste festival de curtas-metragens, todas as últimas quartas-feiras de cada mês.

Depois do filme, será altura de rumar ao terraço da sede do Cineclube de Guimarães, para o primeiro concerto de Karlon na cidade. Depois de um ano a levar o disco “Passaporti” a festivais como o Nos Alive ou o Vodafone Mexefest, o rapper reeditou este ano o seu último trabalho em vinil.

Passaporti é um álbum que o leva às raizes, juntando os sons tradicionais cabo-verdianos que ouvia em casa (morna, coladera, funaná) e os beats do rap com que se desenvolveu desde os 12 anos, nas ruas da Pedreira dos Húngaros.

Karlon é um Mc é um descendente de cabo-verdianos, nascido em Lisboa. Formado no curso Artes e Ofícios do Espetáculo (Chapitô), este músico e compositor é um dos pioneiros do Hip Hop crioulo em Portugal, tendo fundado em 1994 o grupo Nigga Poison.

A partir de 2011, seguiu a sua carreira a solo com “Nha Momentu”, em 2013 lançou a mixtape “Paranóia” e em 2015 o álbum “Meskalina”, que antecedeu “Passaporti”. Para este ano, Karlon tem uma nova edição prevista.

A Sessão Dupla acontece no dia 6 de Julho, na sede do Cineclube de Guimarães e tem entrada livre.

Anúncios

#20 “Por Tua Testemunha”

Por tua testemunha.jpg

“Por Tua Testemunha”, de João Pupo

18’; 2018

 

Com: Fernando Rodrigues, Manuel Almeida e Sousa, Paula Só, David Pereira Bastos

Realização/argumento: João Pupo

Adaptação livre do conto “A Testemunha”, de Manuel da Fonseca

Direcção de Fotografia: Paulo Menezes

Chefe Electricista: José Manuel Rodrigue

Direção De Arte/Guarda Roupa: Andresa Soares

Directora de Som: Raquel Jacinto

Montagem de Imagem: Micael Espinha

Montagem de Som: António Porém Pires ~

Mistura de Som: Tiago Matos

Música Original: Gonçalo Pratas

Correcção de Cor: Andreia Bertini

Director de Produção: Tiago Hespanha

Produção: Terratreme

 

Sinopse:  Ivo Moura é um homem que tem um propósito bem definido mas a natureza desvia-o do seu caminho.

#20 “Surpresa”

Surpresa.jpg

“Surpresa”, de Paulo Patrício

08’40’’; 2017

 

Realização/Argumento/Fotografia: Paulo Patrício;

Montagem: Joana Amorim, Nuno Amorim

Música: Yasuaki Shimizu & Saxophonettes

Som: Duarte Ferreira

Produção: Nuno Amorim, Vanessa Ventura, Animais AVPL

 

Sinopse: Curta-metragem de animação documental que tem como base uma conversa gravada entre mãe, Joana, e filha, Alice, com 3 anos de idade e a recuperar de um cancro do rim. Ao longo da conversa falam, de uma forma muito aberta e franca, sobre a doença, o presente, as lutas e conquistas de ambas.

#20 “L’Opera-Mouffe”

Varda.jpg

“L’Opera-Mouffe”, de Agnès Varda

CURTA CONVIDADA | 60 Anos Cineclube  

17’00’’; 1958

 

Com: Dorothée Blanck, Antoine Bourseiller, André Rousselet

Realização / Argumento: Agnès Varda

Fotografia: Sacha Vierny

Montagem: Janine Verneau

 

Sinopse: A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentário subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue

Voltar a 1958 com Agnès Varda

Still2.png

Em mês de aniversário do Cineclube, o Shortcutz Guimarães propõe uma viagem a 1958, ano de fundação da associação, para (re)ver uma das primeiras curtas-metragens de Agnès Varda, uma realizadora que tem um lugar especial na história de 60 anos que se celebra em Maio.

“A Ópera Mouffe” é o filme convidado numa sessão especial em que o Shortcutz de Guimarães canta os parabéns ao Cineclube. Aos 89 anos, a realizadora continua no activo e, no ano passado, lançou Olhares-Lugares, em parceria com o artista JR. Mas é aos primórdios da sua carreira que regressaremos neste mês.

Este documentário, filmado enquanto a realizadora estava grávida, é um bloco de notas de uma mulher que observa o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. O filme tem fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue e recebeu, entre outros, os prémios da Federação internacional de cineclubes na Exposição Universal de Bruxelas e o de Curta-metragem de vanguarda de Paris, ambos em 1958.

Agnès Varda foi a primeira realizadora a ser programada pelo Cineclube. Foi em 1969, quando a associação exibiu “Duas Horas na Vida de uma Mulher” (“Cléo de 5 à 7”), um dos filmes icónicos da Nouvelle Vague, que tinha sido estreado sete anos antes. Ao longo dos 60 anos de história do Cineclube Varda foi a realizadora que mais vezes foi exibida nas sessões regulares.

Em competição nesta sessão estarão os filmes “Por Tua Testemunha”, ficção dirigida por João Pupo a partir de “A Testemunha”, de Manuel da Fonseca, e “Surpresa”, um filme de animação de Paulo Patrício premiado na última edição do festival Curtas de Vila do Conde.

A sessão #20 do Shortcutz Guimarães acontece a 30 de Maio, na sede do Cineclube de Guimarães, às 22h00. Esta é a última sessão competitiva antes da pausa de Verão da programação regular deste festival de curtas-metragens.

#19 “O Pecado De Quem nos Ama”

O-Pecado-de-Quem-nos-Ama-elenco.jpg

“O Pecado De Quem nos Ama”, de Vasco Oliveira | CURTA CONVIDADA

30’; 2017

 

Com: Margarida Moreira

Argumento e Realização:  ·  Vasco de Oliveira

 

Sinopse: A história de uma família tradicional portuguesa que tenta lidar com fantasmas do passado quando o seu filho regressa a casa. Devido a um acontecimento inesperado, Vítor volta à casa onde nasceu. O seu regresso vem despertar fantasmas do passado e uma guerra há muito tempo travada no seio da família.

#19 “The Voyager”

30657053_10212003388466379_3281462658909339648_n

“The Voyager”, de João González

4,37’’; 2017

Realização/Ilustração/Animação/Música: João Gonzalez

 

Sinopse: “The Voyager” é uma curta-metragem de animação sobre um pianista que vive numa grande cidade, que sofre de agorafobia (fobia de sair de casa / espaços públicos) e é confrontado com a necessidade de sair de casa para se reabastecer de medicamentos.

#19 Laura

Tania_Dinis_Catalogue_01_large.jpg

Laura, de Tânia Dinis

10’; 2017

 

Realização: Tânia Dinis
Com um texto de Regina Guimarães
Produção: Tânia Dinis e Jorge Quintela
A partir de “Aura – um folhetim fotográfico – ” de Regina Guimarães (AURA – a photographic feuilleton – ) Laura um filme ensaio, um trabalho de pesquisa e recolha de arquivos fotográficos familiares ( anónimos).
A exploração da ideia da imagem, numa experiência do tempo que passou, e do tempo que não passa, numa memória que se expande no espaço, criando assim, pequenos momentos narrativos.

Uma actriz e o seu cinema

pecado.jpg

A convidada de Abril do Shortcutz Guimarães é a actriz Margarida Moreira, que vem falar sobre o seu trabalho em cinema, em particular “O pecado de quem nos ama”, filme de 2016 do jovem realizador português Vasco de Oliveira, que será exibido no final da sessão. Nessa curta-metragem, uma família tradicional portuguesa que tenta lidar com fantasmas do passado quando o seu filho regressa a casa.

Margarida Moreira recebeu o prémio de melhor actriz no Shortcutz Guimarães em 2017, pela sua participação em “A Instalação do Medo”, de Ricardo Leite.

Em competição em Abril estão dois filmes particularmente diversos. Depois de ter sido uma das primeiras convidadas do Shortcutz Guimarães, em 2016, quando mostrou o seu primeiro filme, “Não são favas, são feijocas”, a realizadora Tânia Dinis está de regresso ao micro-festival vimaranense, desta feita em competição.

A proposta com que Tânia Dinis voltar a apresentar-se ao público do Shortcutz Guimarães é “Laura”, curta-metragem estreada no Curtas de Vila do Conde e premiada no Arquivo em cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo. Nesta obra, a realizadora prossegue o trabalho de revisitação das memórias familiares através da imagem.

A outra curta-metragem que será exibida é “The Voyager”, de João Gonzalez, o primeiro filme de animação a concurso em 2018. Esta obra sobre um pianista que sofre de agorafobia e que vive numa grande metrópole recebeu um prémio da Academia Portuguesa de Cinema Sophia Estudante em 2017.

A sessão #19 do Shortcutz Guimarães acontece no dia 18 de Abril, às 22h00, na sede do Cineclube de Guimarães com entrada livre.

“Laura”

“The Voyager”

“O pecado de quem nos ama”

João Pedro Vaz tem a primeira “carta-branca” do Shortcutz Guimarães

Em Março, o Shortcutz Guimarães cumpre dois anos de actividade e assinala o aniversário com algumas novidades. A primeira delas é a introdução da secção “carta-branca”, através da qual personalidades ligadas ao cinema como críticos, programadores ou artistas são convidados a escolher uma curta-metragem portuguesa e que servirá de mote para uma conversa sobre o cinema português e o seu próprio trabalho neste meio.

O primeiro convidado a receber “carta-branca” é o actor João Pedro Vaz que, em cinema, trabalhou com dois dos maiores realizadores portugueses: Manoel de Oliveira (“O Quinto Império”) e Paulo Rocha (“Se eu Fosse Ladrão …Roubava”). Também participou em filmes de criadores de gerações mais recentes como Ivo Ferreira (“Cartas da Guerra”) e Marco Martins (“Como Desenhar um Círculo Perfeito”). O seu trabalho mais recente para o grande ecrã foi “Colo”, longa-metragem de Teresa Vilaverde, estreado há ano no Festival de Berlim e que esta semana chegou às salas portuguesas.

João Pedro Vaz é também actor de teatro e tem desenvolvido trabalho como encenador e director artístico, primeiro na companhia Comédias do Minho e, mais recentemente, no Teatro Oficina, em Guimarães. Foi recentemente nomeado director da cooperativa municipal vimaranense A Oficina, que gere espaços como o Centro Cultural Vila Flor.

A escolha de João Pedro Vaz recaiu sobre “O Turno da Noite”, de Hugo Pedro, estreado no Indie Lisboa do ano passado. O filme é uma reflexão sobre os impactos crise financeira sobre Portugal, em particular sobre a forma como esta atacou as expectativas da juventude do país.

A sessão #18 é a segunda da competição de 2018, na qual serão exibidos os filmes “Câmara Nova”, que marca o regresso ao Shortcutz Guimarães de André Marques – convidado em 2016 com “Luminita” –, e “Danke”, de António Sequeira, filme de época passado na I Guerra Mundial. A sessão está marcada para o dia 28 de Março, pelas 22h00, na sede do Cineclube de Guimarães.

“Danke”, de António Sequeira

“Câmara Nova”, de André Marques

“O Turno da Noite”, de Hugo Pedro