Guimarães reencontra Gonçalo Tocha na quinta-feira

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Guimarães vai reencontrar, na próxima quinta-feira, Gonçalo Tocha. Depois de, em 2012, o realizador ter percorrido o concelho numa investigação que deu origem ao documentário “Torres&Cometas”, regressa agora à cidade para voltar a mostrar esse filme, numa sessão promovida pelo Shortcutz Guimarães para assinalar a pausa de Verão na sua programação.

“Torres&Cometas” foi um dos grandes filmes feitos durante a Guimarães – Capital Europeia da Cultura. A obra questiona a identidade vimaranense a partir da perspectiva dos habitantes locais. Do Castelo a S. Torcato, do Toural à Penha, a viagem por Guimarães faz-se à boleia de dezenas de vimaranenses que são os verdadeiros especialistas convocados para esta reflexão.

O filme convoca também um conjunto de vimaranenses reconhecidos como o alfarrabista Júlio Castro, Jerónimo Silva, o comerciante mais famoso do Toural, os juízes das irmandades da Penha e de S. Torcato ou o conjunto musical Minhotos Marotos.

“Torres&Cometas” – que foi premiado no Indie Lisboa em 2013 como melhor documentário português – foi projectado uma única vez em Guimarães, aquando da sua estreia. Esta é, por isso, uma oportunidade para ver ou rever um dos grandes filmes produzidos na cidade por ocasião da Capital Europeia da Cultura. A sessão acontece no dia 29 de Junho, quinta-feira, pelas 22h00, na sede do Cineclube de Guimarães. A entrada é livre.

No dia seguinte, Gonçalo Tocha regressa à sede do Cineclube de Guimarães desta vez para se apresentar como músico. TOCHAPESTANA é um super duo de tecno-baile-turbo-rock português formado há 10 anos. Depois de “Música Moderna” (2014), que levou Gonçalo Tocha e Dídio Pestana a uma digressão de um ano com passagens memoráveis por festivais como Milhões de Festa, Bons Sons ou Jardins Efémeros, a dupla lançou, em Fevereiro, o seu segundo disco, “Top Flop”.
É este o registo que TOCHAPESTANA apresentarão no terraço do Cineclube de Guimarães, numa noite de festa e música popular – da aldeia à discoteca, do baile popular ao ritmo mais progressivo do clube. O concerto está marcado para sexta-feira, 30 de Junho, às 22h00. A entrada é livre.

As duas caras de Gonçalo Tocha celebram o Verão

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Gonçalo Tocha é o convidado da primeira edição da “Sessão Dupla”, com que o Shortcutz Guimarães assinala a chegada do Verão e a respectiva pausa nas suas sessões regulares. O realizador e músico português estará na sede do Cineclube de Guimarães, nos dias 29 e 30 de Junho para mostrar as suas duas caras como artista: primeiro como cineasta, apresentando “Torres e Cometas”, que realizou para a Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, e, no dia seguinte, como um dos elementos da dupla TOCHAPESTANA.

Numa e noutra facetas artísticas, Gonçalo Tocha é acompanhado por Dídio Pestana – que é a outra metade da dupla musical e também o responsável pelo som dos seus filmes. Depois de “É na Terra, não é na Lua” (2011), um diário de viagem de dois anos de incursões de Tocha e Pestana pela ilha do Corvo, a mais pequena do arquipélago dos Açores, surgiu a encomenda para um filme sobre Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura. A dupla passou dois meses em Guimarães e o resultado foi “Torres e Cometas”, um filme que questiona a identidade vimaranense a partir da perspectiva dos habitantes locais.

Do Castelo a S. Torcato, do Toural à Penha, a viagem por Guimarães faz-se à boleia de dezenas de vimaranenses que são os verdadeiros especialistas convocados para esta reflexão. “Torres e Cometas” – que foi premiado no Indie Lisboa em 2013 como melhor documentário português – foi projectado uma única vez em Guimarães, aquando da sua estreia. Esta é, por isso, uma oportunidade para ver ou rever um dos grandes filmes produzidos na cidade por ocasião da Capital Europeia da Cultura. A sessão acontece no dia 29 de Junho, quinta-feira, pelas 22h00, na sede do Cineclube de Guimarães. A entrada é livre.

No dia seguinte, Gonçalo Tocha regressa à sede do Cineclube de Guimarães desta vez para se apresentar como músico. TOCHPESTANA é um super duo de tecno-baile-turbo-rock português formado há 10 anos. Depois de “Música Moderna” (2014), que levou Gonçalo Tocha e Dídio Pestana a uma digressão de um ano com passagens memoráveis por festivais como Milhões de Festa, Bons Sons ou Jardins Efémeros, a dupla lançou, em Fevereiro, o seu segundo disco, “Top Flop”.

Este é um álbum assumidamente ecléctico com cada canção funcionando por si só e unidas pelo método de composição. É um álbum unido pela voragem de retratar a sua época, começando pela discoteca de aldeia, passando pelo culture clash de uma cidade e dos seus bairros, entrando e saindo com o mesmo pé dos festivais populares televisivos, afirmando a resistência pessoal em tempos duros e a sua vertigem para o abismo, fazendo a apologia da noite sem fim, elogiando a mulher e a rainha sem coroa da pop nacional, terminado numa elegia romântica do mito ocidental. Esta mistura de universos, entre os acordes maiores e menores, transportam as melodias para um limbo entre a melancolia e a euforia.

É este o registo que TOCHAPESTANA apresentarão no terraço do Cineclube de Guimarães, numa noite de festa e música popular – da aldeia à discoteca, do baile popular ao ritmo mais progressivo do clube. O concerto está marcado para sexta-feira, 30 de Junho, às 22h00. A entrada é livre.

FEST traz um grande filme

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A sessão #11 do Shortcutz Guimarães tem um outro convidado. O FEST Festival Novos Realizadores Novo Cinema, que acontece de 19 a 26 de Junho, em Espinho, apresenta-se ao público vimaranense, à semelhança do que já fez ano passado.

Desta feita, o seu director de programação, Fernando Vasquez, vai desvendar qual a programação da sua edição deste ano e chega acompanhado de um dos grandes filmes que estiveram em competição naquele festival em 2016.

“The Meadow” , de Jela Hasler é um documentário perturbador sobre a fronteira militarizada entre Israel e a Síria, visto da perspectiva de…uma manada de vacas.

Estreado no Festival de Locarno do ano passado, onde foi uma das curtas-metragens em destaque, o filme foi visto pela crítica como um dos mais interessantes documentários feitos recentemente acerca do Médio Oriente.

Nele, Hasler explora uma situação aparentemente banal, criando vários paralelos com a repressão e o controlo que são tão típicos da região. A normalidade vive cercada por arame farpado e cercas.

No horizonte, vêem-se tanques de guerra conduzidos para a frente de batalha e as próprias autoridades entram em ação ao menor sinal de uma tentativa de romper com os obstáculos artificiais. Só que a população é formada solenemente por vacas de inocente aparência.

#11 E agora, a ficção científica

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A temporada 2017 do Shortcutz Guimarães tem sido pródiga nos géneros e temáticas dos filmes em competição, mas a sessão de Maio, que acontece na próxima quarta-feira, marcará uma estreia absoluta: pela primeira vez será exibido uma curta-metragem de ficção científica. Trata-se de “Terra 2084”, de Nuno Sá Pessoa, que estará em competição com “Marasmo”, de Gonçalo Loureiro. O Realizador em foco na sessão #11 é Paulo D’Alva.

“Terra 2084” ´um filme distópico sobre uma sociedade dominada pela
União Mundial, sistema de governo estabelecido para assumir o controlo depois de um grande colapso. O seu controlo sobre os indivíduos torna-se cada vez mais apertado, caçando qualquer elemento desviante. Entretanto, o mundo parece mergulhar no caos enquanto a crise monetária não tem fim à vista.

O segundo filme desta ssão é “Marasmo”, um filme visualmente muito cuidado, com uma história familiar que tem em José, um camionista de longo curso a sua figura central. Forçado pelo seu trabalho a afastar-se da sua família até, por eles, só sentir indiferença.

Nesta última sessão antes da pausa de Verão do Shortcutz, chega o segundo Realizador em Foco da temporada 2017. Depois de Pedro Bastos no mês passado, o convidado, desta feita, é Paulo D’Alva, um dos grandes nomes do cinema de animação nacional nos dias que correm. Na sessão serão exibidos dois filmes do autor, que está presente para uma conversa com os espectadores.

O primeiro é “Carrotrope”, obra de 2013 acerca de um brinquedo óptico, o Carrotrope do título, uma mistura de carrossel e o thraumatrope, dois objectos que representam os movimentos cíclicos da vida. O segundo filme exibido é a mais recente obra de Paulo D’Alva, “Fim de Linha”, co-realizado com António Pinto. Trata-se de um filme baseado “em facto reais que nunca aconteceram, mas que podem vir acontecer”.

A sessão #11 do Shortcutz Guimarães acontece no dia 31 de Maio, pelas 22h00, na sede do Cineclube de Guimarães, no centro histórico da cidade. A entrada é livre.

“Terra 2084”, de Nuno Sá Pessoa

“Marasmo”, de Gonçalo Loureiro

Realizador em foco: Paulo D’Alva

 

#11 Realizador em foco: Paulo D’Alva

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Carrotrope, de Paulo D’Alva
8’; 2013

Realizador Paulo D’Alva
Produtor Rodrigo Areias, Bando à Parte
Argumento Paulo D’Alva
Fotografia Vasco Sá
Montagem David Doutel
Música André Natanael
Som Pedro Pestana
Animação Paulo D’Alva / David Doutel

Sinopse: Carrotrope é um novo brinquedo óptico. Aglutina o carrossel e o thraumatrope, dois objectos que representam os movimentos cíclicos da vida. Entretanto, um homem bebe e o tempo passa ao ritmo dos 24 frames por segundo.

Fim de Linha, de Paulo D’Alva
11’30’’; 2016

Realizador: António Pinto, Paulo D’Alva
Produtor: Rodrigo Areias, Bando à Parte
Argumento: Paulo D’Alva
Fotografia: António Pinto, Paulo D’Alva
Montagem: António Pinto, Carlos Amaral
Música: Dead Combo
Som: Pedro Marinho, Pedro Ribeiro
Animação: Alexandra Ramires (Xá), André Marques, Diana Peixoto, Laura Gonçalves, Paulo D’Alva, Vitor Hugo

Sinopse: Fim de linha é um filme baseado em facto reais que nunca aconteceram, mas que podem vir acontecer, nunca se sabe… Qualquer realidade com a pura coincidência é semelhança.

#11 “Terra 2084”

Terra 2084 3.jpg“Terra 2084”, de Nuno Sá Pessoa

14’, 50’’; 2017

 

Com Fernando Luís, Ulisses Bravo Ceia, João Craveiro

Argumento e Realização: Nuno Sá Pessoa

Produção: Eduardo Sequeira

 

Sinopse: Uma União Mundial é estabelecida para assumir o controlo depois do grande colapso, mas o seu controlo sobre os indivíduos torna-se cada vez mais apertado, caçando qualquer elemento desviante. Entretanto, o mundo aparece mergulhar no caos enquanto a crise monetária não tem fim à vista. Será que algo salvará esta sociedade antes que seja tarde de mais? Podemos nós como sociedade permitir que se salve?

#11 “Marasmo”

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“Marasmo”, de Gonçalo Loureiro
14’45’’; 2015

Com Carlos Sebastião, Ângela Marques, Inês Matos, Ana Vilaça
Realização / Argumento de Gonçalo Loureiro
Produção de Yoan Olivier Pimentel

Sinopse: José é um camionista de longo curso que, forçado pelo seu trabalho, vê-se afastado da sua família até, por eles, só sentir indiferença.

#10: Documentário, real e mistério

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O espaço reservado ao mistério e até à magia num documentário é uma das grandes inquietações da criação cinematográfica contemporânea. Na sua sessão #10, o Shortcutz Guimarães debruça-se um pouco sobre o que tem sido a produção nacional neste campo com duas curtas-metragens em competição que cruzam o real reconhecível com lugares de estranheza. Os dois filmes são exibidos a 26 de Abril, na sede do Cineclube de Guimarães, na penúltima sessão antes da sua pausa de Verão.

O primeiro dos filmes em competição em Abril é “Atopia”, obra assinada por Luís Azevedo e Alexandre Marinho. Este é uma viagem ao encontro de alguém que não percebemos bem aonde pertence. É certo que somos capazes de identificar as imagens – ou pelo menos de tentar situá-las geograficamente –, mas quando conhecemos a sua personagem central, José António Baptista ficamos sem perceber se encontrámos alguém que é deste mundo ou sequer deste tempo. “Atopia” foi um dos nomeados para o prémio de Melhor Documentário em Curta-Metragem nos Prémios da Academia Portuguesa de Cinema de 2016.

Em “Condrong”, de Gonçalo Almeida, o espaço dado à estranheza é também amplo. Rodado numa pequena vila piscatória da Gâmbia, este documentário intrigante é habituado por uma entidade misteriosa que perceberemos que está entre a população daquele lugar. O título do filme é uma referência a um espírito que não consegue ser visto, mas cuja presença é sentida. A fotografia precisa e a opção pelo preto-e-branco – assim como o facto de ser inteiramente falado em dialecto mandingo – conferem-lhe um grau de enigma acrescido que tornam esta uma obra muito particular.

“Atopia”, de Luís Azevedo e Alexandre Marinho

“Condrong”, de Gonçalo Almeida

“Ao Lobo da Madragoa” e “Cabeça d’Asno”, de Pedro Bastos

#10 “Condrong”

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“Condrong”, de Gonçalo Almeida

11’, 2016

Realização e fotografia: Gonçalo Almeida

Edição: Ricardo Saraiva

Música: Andrea Boccadoro

Som: João Nunes

Sinopse: Uma entidade misteriosa assombra o povo da Gâmbia.

#10 “Atopia”

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“Atopia”, de Luís Azevedo e Alexandre Marinho

11’27’’, 2015

Com Alexandre Marinho e Jodé António Baptista

Captação de Som:  Ana Pedro

Imagem: Tiago Carvalho e Igor Martins

Montagem: Tiago Carvalho, Ana Pedro, Luís Azevedo, Igor Martins, Alexandre Marinho

Pós-Produção Audio:  Ana Pedro e Lara Bolito

Sinopse: Uma viagem ao encontro de alguém que pertence a nenhures. Um regresso impossível. Depois de onze anos passados na cidade, José António Baptista regressou à sua terra com o intuito de se dedicar à literatura.